quinta-feira, julho 12, 2007

BORBOLETA


No tempo do nada
Eu era uma borboleta
Pura, singela, natural
E tu?
Tu criaste-me.
Tu protegeste-me.
Deste-me esperança, vida, alento
Mas depois veio outro Tempo!!
Tempo de alguém,
De um outro alguém.
E tu que me criaste na mão…
Tu que me deste a vida nas tuas mãos…
Tu que pintaste as minhas asas de matizes suaves,Tu?!
Tu… Arrancaste me as asas,
Quebraste-as como vidro,
Rasgaste-as como quem rasga papel
E olhaste para mim,
Olhaste como quem ama, como quem me amou
Mas as tuas palavras eram de carvão,
Eram azedas…
E disseste me: voa!!
Só para me humilhar
Só para me magoar
E eu,
Que nas tuas mãos era protegida
Tombei,
Arrastei os meus olhos pelo teu sorriso
E morri
Só para que pudesses ter outra borboleta
Para que pudesses voltar a criar,
E pintar outras asas de matizes suaves,
Para que pudesses voltar a amar uma borboleta
Só para não te magoar
Só para que pudesses ser feliz com a minha morte
Corri para o meu fim,
Corri para a minha morte
Corri para o meu túmulo,
Corri…
Porque me arrancaste as asas……
E nem no fim da vida eu pude voar!

Autor: (Desconhecido)

Anja

1 comentário:

Luisa disse...

Lindo este texto!

Ao ler o texto revi as minhas asas no chão e as lágrimas caindo pelo rosto...

Mas deixei que um dia as asas sarassem e crecessem devagar, e voei... Voei alto e agora inatingivel não mais deixarei perder as asas e dom de voar mais além.

Beijinhos

Luisa